DEA RIBEIRO FENELON

Faleceu no dia 20 de abril, em Belo Horizonte, a professora Dea Ribeiro Fenelon, cuja trajetória como docente e pesquisadora na área de História fizeram-na conhecida e respeitada nos meios acadêmicos brasileiros, em especial pelo espírito crítico e rigor que imprimiu a todas as atividades de que participou. Lecionou na Universidade Federal de Minas Gerais (1960-1970), na Universidade de Brasília (1970-1973), na Universidade Metodista de Piracicaba (1974-1978), na Universidade Estadual de Campinas (1975-1986), na Universidade Autônoma do México (1983) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1984-2002), tendo sido responsável pela formação de várias gerações de historiadores, alguns dos quais diretamente orientados por ela em trabalhos de conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutoramento. Além de reflexões importantes sobre pesquisa e ensino da História, deixou vasta obra publicada em torno de temas como trabalho, cidade, cotidiano, memória, patrimônio e cidadania. Ocupou-se também da problemática das fontes e, em especial, dos arquivos, produzindo instrumentos de pesquisa e prestando assessoria, como consultora, ao Arquivo do Estado de São Paulo (1989-1991) e ao Arquivo Público de Uberaba (1994). Procurou sempre analisar as diferentes instituições de custódia de documentos – museus, arquivos e centros de memória – a partir da perspectiva de uma política pública voltada não apenas para a preservação do patrimônio documental, mas, sobretudo, para o acesso e “o direito à memória”. Foi essa expressão, aliás, que deu título ao congresso internacional que organizou em São Paulo, em 1991, quando à frente do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura, e que propiciou um fértil e instigante debate interdisciplinar sobre o assunto.

  

A comunidade arquivística de São Paulo lamenta a morte da professora Dea Ribeiro Fenelon e se irmana às demais entidades que lhe prestam as merecidas homenagens.
 

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